Como a Cannabis e a medicina integrativa são conectadas?

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“Medicina integrativa busca processos menos invasivos e mais naturais, sempre baseados em evidências científicas, combinando tratamentos convencionais com complementares”, explicou a médica Dra. Juliana Sicoli (CRM 129530) durante mais uma live do portal Cannabis & Saúde. Veja agora os melhores momentos desta iniciativa que abordou o impacto positivo na qualidade de vida em pessoas que fazem tratamentos com CBD e THC em patologias como a insônia e a depressão.

Qual a diferença entre o CBD e o THC?

A Cannabis medicinal, que envolve o uso de compostos da planta como o Canabidiol, ou CBD, e o tetraidrocanabinol, ou THC, para fins terapêuticos, é frequentemente associada à medicina integrativa devido à sua abordagem holística de cuidados de saúde. Porém, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre as diferenças entre as duas moléculas mais conhecidas da planta:

“Há outros canabinoides, mas é importante esclarecer. O CBD age como ansiolítico e anti-inflamatório e ele não altera a sensopercepção, ou seja, não dá barato. Já o THC é a outra parte da planta com propriedades muito importantes, que têm esta possibilidade de alterar a sensopercepção. Mas quando o médico prescreve dosado, de maneira específica e com objetivo correto ele ajuda muito os pacientes dependendo da concentração. O THC tem propriedade de melhorar a dor intensa e estimular o apetite”.

“Tenho pacientes em tratamentos oncológicos que se beneficiam muito do combo CBD e THC”.

Abordagem holística dos pacientes

Entre os pontos de conexão entre a medicina integrativa e a Cannabis está o fato de considerar o paciente como um todo. E assim, buscar tratar não apenas os sintomas de uma condição de saúde, mas também os fatores físicos, mentais, emocionais e espirituais que podem afetar o bem-estar.

Neste sentido, a complementaridade marca o ritmo do tratamento. Já que os fitocanabinoides são frequentemente usados como uma terapia complementar em combinação com outras abordagens de tratamento, como terapias convencionais e alternativas. Os pacientes podem integrar a Cannabis em seu plano de tratamento a abordar várias dimensões de sua saúde, como a saúde mental e a dor crônica, por exemplo.

Cannabis para tratar a depressão

“Tem muitos relatos de melhora da depressão com CBD. Diminui a ansiedade e traz equilíbrio. Tenho pacientes que me dizem que recuperaram a alegria de viver. E eles já tinham tentado vários outros tratamentos sem resultados”.

O que é a medicina integrativa?

A medicina integrativa é uma abordagem de cuidados de saúde que combina práticas e terapias convencionais com abordagens alternativas e complementares. E com o princípio de que a saúde é afetada por uma variedade de fatores:

  • físicos,
  • mentais,
  • emocionais,
  • sociais e espirituais.

E assim, busca tratar o paciente como um todo, em vez de apenas focar nos sintomas de uma doença específica.

Muitas vezes a expressão “cuidar a saúde de maneira holística” confunde-se com um quê de místico. Porém, isso está errado. Pois quando falamos de medicina holística é justamente a medicina integrativa que está em pauta. Já que holístico é um adjetivo que se refere a uma visão que considera o todo não somente como uma junção de suas partes.

“O acompanhamento próximo é exigente para o profissional, mas eu acho que vale a pena. O resultado é gratificante”, pontua a médica.

Depressão pode levar à anemia? 

“Se a pessoa está anêmica por uma deficiência de ferro esta falta de ferro traz um desânimo e isto pode ser confundido com uma depressão. Então é sempre importante, na pegada da medicina integrativa, avaliar tudo”, finalizou a médica. 

Fonte: Cannabis&Saúde

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