Associação com sede em Niterói recebe autorização para cultivar maconha para uso medicinal

cannabis

AbraRio tem cerca de 1.500 associados, que usam óleo à base de maconha para tratar males como depressão e mal de Parkinson.

A Associação Brasileira de Acesso à Cannabis Medicinal do Rio de Janeiro (AbraRio), com sede em Niterói, obteve, nesta quarta (1º), uma sentença na Justiça Federal do Rio de Janeiro que autoriza a entidade a cultivar maconha para uso medicinal, para membros associados da entidade, mediante prescrição médica. Em agosto do ano passado, o grupo já tinha obtido decisão liminar para o cultivo, tornando-se a segunda associação no estado e a sexta no país a obter a autorização. No entanto, em dezembro essa primeira liminar foi revogada. Ainda cabe recurso. Atualmente, a AbraRio tem 900 plantas em Itaboraí, na Região Metropolitana.

Na sentença, concedida pela 3ª Vara Federal de Niterói, a entidade é autorizada “a realizar pesquisa, plantio, cultivo, manipulação, transporte, extração de óleo, acondicionamento e embalamento”, mediante a atestado médico que indique a necessidade de tratamento a partir do uso da cannabis.

maconha

Fundada em 2020, pela niteroiense Marilene Oliveira, a AbraRio é uma associação sem fins lucrativos, que reúne cerca de 1.500 pessoas que afirmam ter encontrado na cannabis tratamento e alívio para diversas patologias, entre elas, fibromialgiaansiedadedepressão, epilepsia, mal de Parkinson e Alzheimer. Marilene já tinha autorização individual para plantar e fazer o óleo à base da planta para o filho Lucas, de 20 anos, que sofre da síndrome de Rasmussen. A sentença vai beneficiar os mais de dois mil associados. Ela destaca que, hoje, cada frasco contendo 20 mililitros do produto pode chegar a R$ 2 mil e que, com a autorização para o cultivo, os membros da associação passarão a gastar mensalmente R$ 220.

—Estamos muito felizes com essa decisão. É a luta da minha vida, porque sei, por experiência, que esse tratamento pode salvar vidas e trazer muita qualidade em todas as dimensões — ressalta Marilene.

Fonte: O Globo

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